domingo, 1 de julho de 2012


Suportar uns aos outros em amor

Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados, com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz (Ef 4:1-3)
Gl 5:6; 1 Pe 1:6-7, 9; 4:8; 2 Pe 1:5-8
No passado tínhamos um conceito muito doutrinal acerca de 1 Coríntios 13. Mas fomos alcançados pela misericórdia do Senhor e hoje podemos não apenas entender, como também viver de acordo com essas palavras. Rogamos ao Senhor que o que está descrito ali seja cada vez mais visto em nosso meio.
O Senhor já resolveu o problema de nossos pecados; tomamos posse dessa realidade por meio da fé no poder de Seu sangue precioso. Quanto ao nosso corpo corruptível, temos a esperança da promessa de que seremos transformados em Sua segunda vinda. No entanto nossa responsabilidade hoje é obter a salvação da alma (1 Pe 1:9). Para isso usamos o fogo santificador que há em nosso espírito, para queimar as impurezas da alma (vs. 6-7). Todavia, para mantermos a chama da fé ardendo em nosso espírito, o caminho é vivermos intensamente a vida da igreja em amor (Gl 5:6; Ef 3:17-19). A fé regenerou nosso espírito, mas o fluir do amor de Deus em nós é o que transforma nossa alma.
Quando vivemos a realidade da vida da igreja, no espírito, passamos a lidar em amor com as diferenças entre os irmãos. Muitas divergências de opiniões e contendas entre irmãos surgem pela falta de crescimento na vida espiritual. É precisamente por isso que devemos exercitar o amor, que é o fluir da vida divina. Somente assim somos capazes de negarmos nosso ego e aceitar os outros como eles são.
Em Efésios 4:1-3 vemos que por meio do amor somos capazes de suportar-nos, ou seja, sustentar-nos uns aos outros, preservando a unidade do Espírito no vínculo da paz. Em nossos atos, comunhões e no cuidado para com os que nos cercam, o amor de Deus em nós é o que deve prevalecer.
Desse modo, ao sermos confrontados em nossas opiniões, não devemos discutir e tentar fazer prevalecer nossa vontade. Pacientemente esperamos, crendo que o Senhor está à nossa frente e cuidará de tudo. Nós também continuamos invocando o nome do Senhor, para que Cristo seja expresso em nós. Se ainda assim alguém insistir, não querendo negar o ego, devemos ser pacientes e orar por esse irmão, cobrindo-o com amor (1 Pe 4:8). Se procedermos assim, seremos guardados de todo falar maldizente e, por certo, um dia, o Senhor mudará esse irmão.
Por fim, em 2 Pedro 1:5-8 vemos que o fruto final produzido pela fé é o amor. Se as coisas relacionadas nesses versículos existirem em nós e em nós aumentarem, farão com que não sejamos nem inativos nem infrutuosos no pleno conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo (v. 8).
Como resultado de andar no caminho sobremodo excelente do amor, não tropeçaremos em tempo algum, e assim nos será amplamente suprida a entrada no reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo (vs. 10b-11). Que sejamos abundantes no viver da igreja, servindo com um espírito fervoroso e amando ardentemente uns aos outros. Amém!

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