sexta-feira, 15 de junho de 2012


A importância de seguir de perto

Quem é o que vence o mundo, senão aquele que crê ser Jesus o Filho de Deus? Este é aquele que veio por meio de água e sangue, Jesus Cristo; não somente com água, mas também com a água e com o sangue. E o Espírito é o que dá testemunho, porque o Espírito é a verdade (1 Jo 5:5-6)
Lc 23:49; Jo 14:26; 19:26
Ao lermos sobre a crucificação do Senhor nos três primeiros evangelhos, temos a impressão de que Ele morreu após verter Seu sangue. Esse é o conceito tradicional sobre a morte de Jesus: que Ele teria sangrado pela coroa de espinhos e pelos cravos em Suas mãos, até expirar. Porém essa narrativa é imprecisa, baseada na observação dos discípulos que acompanharam os fatos de longe (Lc 23:49).
Pedro e João foram mencionados juntos em vários trechos dos evangelhos, mas, durante o julgamento e a crucificação do Senhor, Pedro apenas O seguiu de longe (Mt 26:58). O relato de Pedro serviu de base ao evangelho escrito por Marcos. João, por sua vez, acompanhou o Senhor Jesus de perto, inclusive sendo testemunha ocular da crucificação. Isso lhe permitiu observar todos os fatos e escrever um evangelho mais completo, com detalhes que trazem revelação (Jo 19:26).
Naquela época, João era jovem e ainda não tinha percebido a importância dos acontecimentos que observou. Ao contrário de Pedro, que muitas vezes tomava a iniciativa de expor sua opinião perante os outros, João era apenas um dos demais discípulos e não se destacava entre eles. Setenta anos após o nascimento de Cristo, os cristãos passaram a ser perseguidos por um general romano chamado Tito. Os que tinham maior destaque, como Pedro, foram martirizados. João, porém, por ser alguém de menor importância, não foi morto, mas apenas exilado em uma ilha chamada Patmos.
Esses fatos ocorreram sob a soberania divina, pois o Espírito precisava de João para completar a revelação do propósito de Deus. Ele, em Sua sabedoria, permitiu que João ficasse preso no exílio por vinte anos. Nesse período o Espírito Santo o fez se lembrar de tudo o que havia visto e ouvido durante o tempo em que esteve com o Senhor Jesus. Antes, João não entendia o que o Senhor queria dizer, mas depois, pela obra do Espírito, ele se lembrou das palavras do Senhor e recebeu revelação (14:26).
Na leitura dos três primeiros evangelhos, percebemos que os discípulos se maravilharam com as curas e os milagres realizados pelo Senhor Jesus. No entanto a crucificação não foi registrada ali com tantos detalhes. Já no Evangelho de João, o Espírito detalhou com precisão a ordem dos fatos, dando-lhes a devida importância. Primeiro, o Senhor Jesus morreu na cruz. Depois, um dos soldados Lhe feriu o lado com uma lança.
Com a morte do Senhor na cruz, Ele eliminou o velho homem, ou seja, crucificou a vida da alma. Após isso, Ele foi ferido, e do Seu lado fluiu sangue e água. O sangue visa à remissão dos pecados; a água serve para nos gerar com a vida de Deus. A prioridade de Deus foi eliminar a vida da alma, a origem de todos os problemas que impedem o homem de fazer Sua vontade.
Agora, em nossa experiência de fé e conversão, primeiro somos purificados pelo sangue precioso de Cristo, para recebermos a vida de Deus. E então prosseguimos, tomando a cruz para eliminar a vida da alma em nosso viver e, desse modo, seguir o Senhor.

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