sexta-feira, 18 de maio de 2012


A experiência do verdadeiro arrependimento

Agora, me alegro não porque fostes contristados, mas porque fostes contristados para arrependimento; pois fostes contristados segundo Deus, para que, de nossa parte, nenhum dano sofrêsseis. Porque a tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação (2 Co 7:9-10a)
1 Co 5:1-5; 2 Co 7:5-16; Cl 3:15a
O que significa ter um arrependimento verdadeiro? Podemos ver em Segunda Coríntios a conclusão de um episódio que ilustra essa questão. Paulo ouviu falar de um irmão da igreja em Corinto que estava cometendo adultério com a mulher de seu pai, sua madrasta. Ao saber disso, o apóstolo ficou muito irado e ainda entristeceu-se muito ao ver que os presbíteros, irmãos responsáveis da igreja em Corinto, não trataram adequadamente essa questão (1 Co 5:1-2).
Ele, então, decidiu tomar uma atitude. Foi como se dissesse: “Se vocês não tratam disso, eu vou tratar”. E a maneira de Paulo fazê-lo foi entregando o pecador a Satanás (v. 5). Ser entregue a Satanás é como ser lançado no lago de fogo. Mas foi isso que ele determinou e escreveu em sua primeira epístola aos coríntios.
No entanto, depois que escreveu a carta e Tito partiu para entregá-la, Paulo não teve mais paz, pois, no espírito, percebera que havia exagerado no castigo, sem ao menos dar uma chance ao pecador. Como a viagem era longa, pois Tito partira da Ásia para ir até Corinto, na Europa, demoraria cerca de dez dias para que chegasse a seu destino. Sem notícias e preocupado com a repercussão de suas palavras, Paulo decidiu ir ao encontro de Tito para saber qual foi a reação dos irmãos.
Então ele seguiu o mesmo itinerário de Tito e foi até o extremo da Ásia. Quando atravessou o mar Egeu, chegou a Filipos, a primeira cidade da Europa, e ali se encontrou com Tito. Quando o viu, Paulo ficou muito alegre e se regozijou com a notícia de que todos haviam se arrependido. Os próprios presbíteros reconheceram que não trataram bem a situação e aquele que pecou ficou mais triste ainda, por causa da carta, e se arrependeu. Se há arrependimento, há o perdão. Louvado seja o Senhor!
O arrependimento não deve ser algo leviano, superficial, mas tem de ser profundo e real. Em Segunda Coríntios 7 vemos o desfecho da situação: “Agora, me alegro não porque fostes contristados, mas porque fostes contristados para arrependimento; pois fostes contristados segundo Deus, para que, de nossa parte, nenhum dano sofrêsseis. Porque a tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação, que a ninguém traz pesar; mas a tristeza do mundo produz morte. Porque quanto cuidado não produziu isto mesmo em vós que, segundo Deus, fostes contristados! Que defesa, que indignação, que temor, que saudades, que zelo, que vindita! Em tudo destes prova de estardes inocentes neste assunto” (vs. 9-11).
Nessa experiência, além do arrependimento da igreja em Corinto, vemos o mesmo arrependimento genuíno em Paulo. Ele primeiro se arrependeu, logo ao enviar a carta; depois os presbíteros se arrependeram, e, por fim, o pecador também se arrependeu. Louvado seja o Senhor. Depois de sermos iluminados, nós confessamos nossos pecados, nos arrependemos e obtemos o perdão de Deus. Que todos experimentem o arrependimento genuíno!

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